terça-feira, 3 de setembro de 2013

Familia

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 TABATA PAULA DO ESPIRITO SANTO    
 
Tabatha - Irineu - Maria Antonia - Gabriela

O ano começava feliz,  logo depois das festas de final de ano ,minha filha Tabatha veio passar uns dias aqui no sitio, veio de ônibus, e fomos busca-lá  na rodoviária, uma viagem cansativa de 10 horas, era madrugada quando o ônibus apontou na rotatória que dá acesso ao terminal rodoviário de Assis, e foi uma felicidade sem tamanho, quando ela descia as escadas com a menina ainda sonolenta.
Gabriela era a segunda vez que viaja para cá, completara 5 anos no dia de Reis e estava muito bonita com uma agasalho rosa e os cabelos louros saiam em mechas para fora do gorro, mais parecia um quadro e Tabatha agora abraçava o Irineu e estava ansiosa para pegar a bagagem com o motorista, apresentou o ticket de embarque e assim que recuperou a bagagem caminhamos felizes ate a caminhonete rumo ao sitio.
Foi uma viagem tranqüila até o sitio , quando chegamos, preparei um café com pães, manteiga, mussarela, biscoitos e depois do café, fomos para a sala para conversarmos, Gabriela olhava com curiosidade dos seus 5 anos para tudo o que via, e u apreciava a curiosidade dela com apreensão, pois nesta idade muitas das coisas iria se quebrar durante a sua estadia no sitio, mas eu iria vigia-lá, deixe estar. Já Tabatha tinha um temperamento relapso   com relação a crianças travessas e pensava como seria o meu comportamento diante das travessuras, com certeza as coisas não seriam fáceis para Gabriela.
Tabatha conversava animadamente sobre a viagem, o quanto tinha sido cansativa, recriminando pela lonjura, afinal que idéia foi essa de morar tão longe, e disse brincando, meu túmulo está quase pronto no cemitério e um dia pretendo fixar residência lá, todos olharam com cara de poucos amigos sem achar a mínima graça na brincadeira e continuei dizendo o quanto a morte pode ser interessante, foi a gota d'água, quiseram mudar de assunto e continuamos o papo ate as  dez horas da manhã, quando comecei a ver o que faria para o almoço.
Tabatha levou a bagagem para o quarto de hospedes eu me dirigia para a cozinha caipira onde normalmente cozinho da primavera até o começo do outono, a temperatura é agradável nas estações quentes , porém muito gelada n o final do outono e inverno, ficando difícil até a permanência nesta cozinha, então passava para a cozinha interna da casa onde é mais aconchegante, mas estávamos no final da primavera, e os dias quentes de janeiro mal começava e as chuvas com aquele aguaceiro começava sempre a partir do dia seis, e no céu já víamos os prenúncios de uma boa tempestade que se formava lá pelos lados do Mato Grosso do sul, e estas chuvas viam com certeza, com quedas de granizo as vezes, eu particularmente adoro chuva, apreciar o céu se movimentando, toda aquela energia das nuvens caminhando no céu a mercê dos ventos, as arvores chacoalhando de um lado para outro,  as amoreiras balançam tanto que tenho a impressão que vão levantar vôo, sem contar a arvores de passarinho que geme com a ventania, sempre tenho a impressão que é sua última chuva, a cerca viva de mimos são os refugio dos pássaros, e eles em verdadeira algazarra se esconde sob seus galhos que parecem frágeis porem , suportam grandes tempestades, o Irineu sempre medroso com a possibilidade de raios e trovões, e eu calma vigiando os céus e preparando o almoço, de repente lembrei-me de que a Tabatha tinha medo de rã, e nesta época de chuvas temos uma convivência pacífica com os répteis que correm para o alto para fugir das enchentes.
Mas era uma preocupação desnecessária, uma vez que terá que enfrentar isso com uma coragem que não possuía.
Enquanto o almoço não ficava pronto ela deu um bom banho na Gabriela e tomou um banho relaxante e  e quando terminou o almoço estava servido e fomos almoçar , já com trovoes  e relâmpagos e esperava que terminássemos o almoço antes da chuva cair.
E graças a Deus tudo correu bem apesar da apreensão  do Irineu, nos dirigimos para a sala, e esperamos a chuva num misto de medo e de curiosidade, eu da minha parte estava na varanda para não perder nada daquele tempo temperamental, acho que as vezes sou como uma tempestade de verão faço um baita barulho mas não passo disso,fico até na torcida que seja uma chuva daquelas, para uma provinciana isso pode ser assunto para uma semana....

 

Todos temos de alguma forma uma familia, Pai Mãe  e irmãos etc
Olho para tras,e percebo que nos últimos 50 anos, mal tive contato com eles
não sei o que fazem como fazem, o que gostam de fazer, nem o que pretende fazer
e isso é um alivio para mim que ansiava tanto por te-los e agora definitivamente renunciei sem
dores ou lágrimas. Hoje sou plenamente feliz.
Como vivi muito tempo sem o calor familiar por parte dos meus familiares
Dedico-me só aos meus filhos, noras,
genros e netos.
Aos meus sobrinhos, sobrinhos netos o meu amor
Ao meu sobrinho Julio Leme, Claudia e Julio Neto, Cauã e Vitor  que são meus  filhos do coração.
A todos os que souberam compreender  as minhas faltas e erros



10/07/2013
Quarta  Feira
Hoje levei minha neta Rebeca para fazer uma pequena cirurgia no pé, nada demais apenas um caco de vidro e o Dr Gilsom Porto
retirou após uma anestesia, depois de uma lamentação que quase durou um dia inteiro,por parte da arteira da neta.
O dia foi maravilhoso apesar de tudo, consegui fazer os mantras com muita tranquilidade.
vai meu muito obrigada.



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